Exercício para Reforma Íntima (Dor)

Porque insistimos em contar e recontar a nossa dor?
A reflexão dessa semana não é para dizer que a dor não dói.
É para dizer que existe uma vida inteira em volta dessa dor. Do relacionamento, do financeiro, da saúde.
Qual tamanho você está dando para sua dor? Pq está imobilizado e encolhido? Impedido de viver as outras partes da sua vida.
Imagine que a sua dor (financeira, emocional, saúde, ou qualquer problema) é uma bola. Coloque essa bola no meio da sua sala e pense no tamanho dela. É grande, enorme, pequena. Pronto. Agora para onde for você vai carregar essa bola de problema. Quer cozinhar, dirigir, ir banco, carregue a bola. Incomoda não é mesmo?
Porque agimos assim? Olhe para sua bola. Ela terá uma solução um dia. Será útil em algum dia. Mas viva a sua vida independente dessa bola.
A falta de dinheiro não impede o abraço e o beijo, e nem um recomeço. Um casamento acabado não impede um trabalho voluntário até que tudo volte aos trilhos.
Esperar em Deus não é isso. Esperar em Deus é guardar a dor no bolso e ajudar quem está precisando mais do que você. Vamos saber que o nosso objetivo será alcançado. No tempo correto. E até lá eu decido viver. Decido sorrir. Decido deixar a minha bola de problemas guardada no guarda roupa. Decido ajudar as pessoas que precisam de mim.
O nosso propósito com Deus é olhar para essa dor, do tamanho que ela realmente é. E diminuí-la. Porque confiamos que Deus nos mostrará a solução.

✨Dor de estimação ✨

Noto pessoas comprometidas com a dor.
Por mais que alguns caminhos apontem para horizontes com menos nebulosidade, há um caso sério com a dor. Uma íntima convivência da qual elas não querem abrir mão.
...
Quem tem a dor como companheira de estimação não aceita questionamentos.
O passado justifica a vitimização do presente e impede o futuro.
A dor passa a sujeito da ação. É ela quem comanda tudo. É ela quem faz as escolhas.
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Não lhes basta o amor. Ele precisa ser dito e redito. Repetido à exaustão. Até que o amigo se canse. Até que a pessoa consiga se autossabotar, a ponto de fazer com que todos desistam dela, assim como ela.
Por que tanto desamor por si mesma?
Talvez porque amar a si mesma não lhe proporcione o sentimento de anulação, de abnegação, e disso depende a manutenção da sua dor como via de uma estrada sem sinalização, sem rota e sem radar.
Qualquer placa que indique um novo caminho é rechaçada.
Isso tudo porque atualizar a identidade dá muito trabalho e viver sem a dor de estimação pode ser muito leve, e leveza não é bem o sentimento mais conhecido para quem vive de lamber suas próprias feridas.(|Cláudia Dornelles|)

Tânia Scherer

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