Desde o princípio…

No princípio Deus criou o céu e a terra. A terra era sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo. Mas, o espírito de Deus pairava sobre a face das águas.
E disse Deus: “Faça-se a luz. E a luz foi feita.”
Assim inicia o primeiro livro bíblico, chamado Gênesis, que, numa encantadora alegoria, fala do princípio da Criação.
Sua autoria é atribuída ao grande legislador hebreu, Moisés, junto com os quatro livros seguintes: Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
Tenha sido ele ou não, uma indagação nos vem à mente: Quem é essa criatura, poeta e sábio, que sintetiza em tão poucas palavras a grandeza do início de tudo?
A ciência, através dos tempos, tem levantado teorias e estabelecido hipóteses de como tudo começou.
Contudo, em recuadas eras, um Espírito ilustre sintetizou em palavras breves a grandiosidade do feito.
Deus criou o céu e a terra. É o princípio. Na imaginação, concebemos uma imensa tela onde se desenham os céus... E a Terra.
A terra era sem forma e vazia. E o espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
Somente alguém inspirado pelas vias mediúnicas, poderia conceber, nesses moldes, um Criador, uma causa primária que a tudo dá origem.
Como terá se dado essa percepção? Por intuição, pela visão mediúnica?
Ou simplesmente, a excepcionalidade do que iniciava a descrever somente o poderia remeter a essa ideia?
Grandeza ilimitada para ser produto de um homem limitado.
Poeticamente, contemplando as trevas que se estendiam, ele concebe a Vontade Divina a expressar: “Faça-se a luz!”
E a luz se faz. Nossa razão, de imediato, indaga: Que luz é essa, considerando-se que, na sequência da narrativa somente no quarto dia foram criados o sol e a lua?
Luz. Uma luz diferente. Luz que define vida.
E, então tudo começou. Uma nota primeira foi tocada e ressoou pelo infinito. Uma grande harmonia se espalhou. No concerto dos mundos, a grande bola de fogo inicia sua transformação para se tornar um lar.
Um planeta. Uma casa para receber os filhos de Deus que viriam povoá-la, ao longo dos milênios.
E como se terão formado as estrelas, esses pontos luminosos que nos fazem desejar alcançá-las, tocá-las?
Alguns acreditam que a matéria existente no Universo formou primeiramente as galáxias, que ficaram tão grandes que se quebraram.
Os pedaços formaram as primeiras estrelas...
Os místicos afirmam que elas são o rastro de Deus que se move pelo espaço, pontilhando de luz sua passagem.
Luz. Todos somos filhos da luz, emanados da Grande Luz. E, quer O chamemos Deus, Alá, Jeová, Arquiteto, Tupã, Ele é único.
Criador de tudo. Pai de todos. Amor Incondicional. E, mesmo que, na pobreza dos nossos sentidos, imaginemos que o mundo é o produto do acaso, Sua Sabedoria a tudo preside.
Ele vê além e acima das nossas parcas condições. Sua Lei é de ordem, progresso, harmonia.
Estamos a caminho, envoltos em sombras, ainda. Envoltos em nossas dificuldades, mas o destino é um só: perfeição.
Chegaremos lá. No seio da Grande Luz.

(Redação do Momento Espírita)
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