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Apoiadas na fé

É possível manter a fé em meio ao caos? É possível manter a serenidade quando tudo ao redor parece ser simplesmente o horror, a miséria e a morte?
Madre Teresa de Calcutá, com suas irmãs missionárias da caridade, demonstrou ao mundo como é possível servir no bem sem possuir quase nada.
Era essa a lição vivida, diariamente, por Irmã Bandona, que quer dizer, Louvação a Deus.
Em Benares, uma das sete cidades sagradas da Índia, ela oferecia seus préstimos à multidão de doentes que procuravam o local fundado por Madre Teresa.
Eram mulheres escondendo suas feridas sob o tecido de suas burcas, cegos com o rosto devorado pela enfermidade, pessoas sem pés nem mãos. Leprosos.
Qual o segredo dessas missionárias? Madre Teresa propunha a elas uma única ferramenta: a oração.
Orai, dizia ela. Sem oração não há fé, sem fé, não há amor, sem amor, não existe a entrega de si mesmo, e sem a entrega de si mesmo, não há um socorro verdadeiro àqueles que sofrem.
Por isso, as madrugadas, naquele local de tanta dor e tanta tristeza, iniciavam com orações. A pequena comunidade das religiosas se reunia para orar, recitar salmos e cantar.
Eram hinos de louvor, de confiança e amor que se erguiam, por vezes misturados aos gritos de sofrimento, de angústia, evocando a dura realidade que ali todos viviam.
Na sala simples, sobre o muro de mosaicos, estava pendurado um Cristo crucificado. Ao lado de sua cabeça coroada de espinhos, via-se a inscrição: Tenho sede.
Sob seus pés, transpassados pelos pregos da crucificação, outra inscrição: O que fazeis aos mais humildes dos Meus é a Mim que o fazeis.
Tudo tinha por objetivo lembrar às missionárias da necessidade de se armarem de coragem a cada dia, a fim de atenderem muito bem a todos os que ali aportassem.
Quase sempre, seu único e último refúgio. Muitas vezes, simplesmente, significando um lugar para morrer com certa dignidade.
Então, as freiras, conforme as orientações de Madre Teresa, repetiam todos os dias:
Cristo Jesus, Tu que mostraste tanta compaixão pelas multidões em angústia;
Tu que te inclinaste ante os leprosos, os cegos, os doentes, os estropiados, os famintos, os abandonados e os prisioneiros;
Tu que trataste deles e que lhes falaste com amor, dando-lhes esperança e que prometeste a bondade de Teu Pai, vem socorrer-nos.
Ajuda-nos a espalhar a Tua misericórdia.
E, quem pudesse pensar que essas irmãs somente faziam rogativas, ficaria encantado ao ouvir, após o cansaço das horas, o trabalho árduo, elas erguerem suas vozes, para louvar:
Senhor, eis-nos aqui. Nós estamos mortas de cansaço, nós morremos de sono. Nós estamos até os cabelos com os leprosos, mas estamos aqui ao Teu lado, para dizer simplesmente que Te amamos.
Sim, somente quem alcança a profundidade do verbo amar, tem a capacidade de se doar, incansavelmente, dia após dia, servindo aos que sofrem.
Aos que se apresentam revoltados por sua condição ou que não compreendem o porquê das suas mazelas.
Amor, baseado na fé e na oração. Pensemos nisso.

(Redação do Momento Espírita)
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